SER MÃE

" Só existem dois tipos de pessoas: as mães e suas crianças" Z Budapest


Quando li essa frase, fez tanto sentido para mim, até porque ela também diz que toda mulher é mãe, seja literalmente ou instintivamente apenas.
No entanto, para muitas pessoas, essa frase incomodou.
Algumas se sentiram excluídas por não terem filhos ou por serem homens.
Mas essa palavra, MÃE, tem um significado tão amplo, tão além do "ser que procria"...
É essa a dificuldade de se entender essa FORÇA.
Mas tenho percebido que, essa que é a mais importante função de um ser humano, está totalmente desgastada de sua magnitude.
A mulher foi ao longo dos tempos, sendo destituída de "todos os seus talentos". Pouco a pouco seus valores, sua criatividade, seus instintos foram sendo descriminados, rejeitados, repudiados.
Primeiro pelo masculino imperante e finalmente pela própria mulher que hoje nega essas forças.
Desde a menstruação que hoje é vista como repulsiva, incômoda...
Para algumas mulheres, menstruar passou quase que a ser um castigo, como se esse sangue que é nossa capacidade de renovação, criação, purificação, fosse "maldito"(o que no fundo é até verdade pois "maldito" é aquele que é mal falado... e nosso sangue foi tão mal falado por tanto tempo, que esse termo se impregnou em algumas de nós).
E o que falar da maternidade?
Ser ou estar mãe quase que se tornou cafona... demodê!!!
Algumas mulheres se sentem diminuídas por terem filhos... porque filho atrapalha a carreira, dá despesa extra para as empresas...
Atrapalha a balada, as viagens...
Algumas optam logo por largar mesmo... não mais nas portas de orfanato, mas com as babás(cuidado com a interpretação, não estou generalizando, cito as situações mais extremas).
Outras optam por se anularem e voltam pra casa pra cuidar dos filhos, mas sem prazer, apenas "porque é a obrigação"(cuidado de novo... existem mulheres que optam por "voltar pra casa" e voltam mesmo, em todos os sentidos, com o maior prazer do mundo... veja a palavra - PRAZER)
O verdadeiro sentido de ser mãe quase que se desvaneceu, parece que passou a ser algo apenas biológico... "vamos dar sequência na espécie".
Mas...
Como tudo é perfeito...
Existe um movimento, eu sinto, de retomada do SER MÃE e não apenas estar mãe.
E não importa se essa MÃE tenha ou não filhos biológicos.
Esse movimento, já é sustentado por tantas mulheres e homens que se envolveram no chamado Resgate do Feminino... ( mais uma vez... isso não tem nada a ver com homem-mulher, macho-fêmea).
E, sinto que, está rendendo muitos frutos, porque vem crescendo e abrangendo cada vez mais seres dispostos a voltarem à sua verdadeira "natureza".
Natureza interna, resgatar valores verdadeiros, sonhos esquecidos, desfazer as máscaras e as idealizações impostas...
E então, eu sinto, a figura da MÃE retornando ...
MÃE - disposição para GERAR, NUTRIR, APOIAR E LIBERAR
Em todos os níveis de nossa existência essas qualidades devem estar presentes... com filhos ou sem eles.
Em homens ou mulheres... basta apenas ser um canal de expressão, de criação, nutrição, apoio e liberdade...
E não é isso que a MÃE natureza faz?
Nos gera, nos nutre, nos apoia e nos deixa livres para que façamos nosso caminho...
E como estamos fazendo nosso caminho?

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CLAUDIA GODOY


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